Valorização da moeda americana é superior a 30% em 2020; no começo do ano, antes da crise provocada pelo novo coronavírus, dólar estava cotado a R$ 4

16 de abril de 2020 | 09h09
Atualizado 16 de abril de 2020 | 10h16

Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, abriu as negociações do dia em alta, superior a 1%, alcançando a casa dos 80 mil pontos novamente. O fechamento de quarta-feira, 15, foi no patamar de 78 mil pontos. Já o dólar tem o início das negociações desta quinta-feira, 16, em queda em relação ao fechamento do dia anterior, que foi de R$ 5,24, mas ainda se mantém acima de R$ 5,20. A cotação nos primeiros momentos de pregão desta quinta estava em R$ 5,22, depois, bateu na mínima do dia, R$ 5,20.

A moeda americana, por conta da pandemia do novo coronavírus, já tem valorização em 2020 superior a 30%. Para se ter uma ideia, no primeiro dia de negociações do câmbio deste ano, 2 de janeiro, a abertura cotava a moeda em R$ 4. Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast, o dólar turismo já chegou a custar próximo de R$ 5,60.

 

Dólar
Dólar Foto: Epitácio Pessoa/AE

Mercados internacionais

As Bolsas da Europa ensaiam recuperação das perdas no pregão desta quinta-feira, 16, após dia de fortes recuos na quarta-feira, 15. Até então, os mercados do velho continente haviam acumulado cinco dias seguidos de ganhos, com o índice que representa o continente, chamado de pan-europeu Stoxx-600. Já na Ásia, os índices fecharam em queda, com exceção da China, que teve um aumento tímido.

O que o mercado acompanha

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, disse na quarta que os dados sugerem que o país “já superou o pico” dos casos e que nesta quinta deve apresentar as diretrizes para a reabertura da economia. A Alemanha se prepara para reabrir a economia na próxima semana, quando a Volkswagen também deve retomar as operações no país, após um mês com as fábricas paradas. E, na quarta, a China não registrou nenhuma morte pela covid-19.

No radar ficam os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA da semana passada, que têm ficado em mais de 6 milhões nas últimas semanas. No Brasil, o ministro da SaúdeLuiz Henrique Mandetta, reafirmou que o pico do coronavírus deve ser atingido em maio, na contramão do presidente Jair Bolsonaro, que disse recentemente que o vírus começa a “ir embora”.