Em maio, dívida bruta atinge o patamar de 77% do PIB; apesar de melhora nas contas dos Estados e municípios, resultado fiscal foi puxado por déficit do Tesouro, Banco Central e INSS

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2018 | 12h02

BRASÍLIA – Em meio às dificuldades do governo na área fiscal, o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 8,224 bilhões em maio.  Em 12 meses, o déficit primário é de R$ 933 milhões no ano até maio, o equivalente a 0,03% do PIB. Com esse resultado, a dívida bruta do governo geral encerrou o mês passado em R$ 5,133 trilhões, o que representa 77,0% do PIB. Este é o maior porcentual para a série histórica. No melhor momento da série,  em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,54% do PIB.

Dívida pública
Resultado fiscal foi puxado por déficit do governo geral Foto: Estadão

A dívida bruta do governo é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências globais de rating, da capacidade de solvência do País.

Já a dívida líquida do setor público subiu para 51,3% do PIB em maio, ante 52,0% em abril. A dívida do governo central, governos regionais e empresas estatais terminou o mês passado em R$ 3,417 trilhões.

O resultado fiscal de maio foi composto por um déficit de R$ 11,120 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 2,229 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 1,946 bilhão, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 283 milhões. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 668 milhões.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 161,3 bilhões para 2018.

Juros.  O setor público consolidado teve gasto de R$ 39,672 bilhões com juros em maio, após esta despesa ter atingido R$ 29,651 bilhões em abril.

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) teve no mês passado despesas na conta de juros de R$ 35,092 bilhões. Já os governos regionais registraram gasto de R$ 3,844 bilhões e as empresas estatais, de R$ 736 milhões.

No ano até maio, as despesas com juros somaram R$ 158,526 bilhões (5,74% do PIB). Em 12 meses, as despesas com juros atingiram R$ 384,278 bilhões até maio (5,77% do PIB).

 

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